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GPS

Gosto de tranqueiras eletrônicas mas não sou de comprar a última (e mais cara) novidade, pesquiso muito e procuro adquirir equipamentos que cumpram as funções básicas, foi assim que comprei meu primeiro receptor GPS, o celular, os palmtops e até o meu carro...



BORDER=0 Meu primeiro GPS

Existe uma grande variedade de aparelhos receptores GPS, optei por um modelo com menos recursos e mais barato, apesar de intencionar utilizar também no carro comprei um eTrex Legend que é recomendado para trilhas a pé e de bicicleta, imagens em tons de cinza e meio lento. Um receptor GPS automotivo custava (em junho/2008), no mínimo, o dobro do valor do eTrex Legend no qual paguei R$320,00. Além disso o Legend com sua tela em tons de cinza é mais discreto que aquelas telas multicoloridas dos novos receptores GPS automotivos. E como foi projetado para fazer trilhas é a prova d'água, além de pode-lo utilizar mais facilmente em minhas explorações a pé.

Utilizei-o em algumas viagens, quando pude avaliar sua utilidade. E em muitas oportunidades ajudou muito, seja indicando a direção a seguir, quando a sinalização era insuficiente, ou possibilitando uma maior autonomia nas explorações às cidades visitadas, geralmente a pé.

Os aparelhos da série eTrex possuem dois modos de telas principais para navegação:

Bearing
Este costuma ser o meu modo preferido quando estou ao volante do carro pois ele indica a direção do destino e sua distância, é de fácil leitura basta olhar a flexa para saber qual a direção do destino e assim, aproximadamente, por onde devemos seguir.
Tela 'Bearing'



Mapa
Quando parado ou então a pé o mapa permite visualizar a quantas quadras estamos do destino.
Tela de Mapa

Sempre é bom lembrar que os modelos da linha eTrex não falam como chegar ao destino, a orientação dada pelo aparelho é puramente gráfica.

Mapas de cidades brasileiras podem ser baixados em Projeto TrackSource.org. Apesar de serem disponibilizados gratuitamente, sempre é interessante contribuir ($$$) com o projeto.




BORDER=0 Sugestão de Procedimentos de Uso

Por sorte, logo que comprei o aparelho tive de fazer algumas viagens a lugares desconhecidos onde pude testar e utilizar o Legend, por isso acabei estabelecendo alguns procedimentos de preparação antes das viagens:

Se a cidade estiver no projeto TrackSource carregá-la no Legend.
Estudar o caminho (rodovias) até a cidade alvo no programa TrackMaker ou no GoogleEarth.
Se necessário fazer uma rota no TrackMaker e carregá-la no receptor GPS.
Estudar as ruas no entorno do endereço destino, e criar um Waypoint para ele.

Na hora de viajar estabeleço o endereço destino como o objetivo de um GoTo e a partir do momento em que começo a me deslocar o aparelho me indica a direção a seguir, e qual a distância estou do objetivo. Com o carro em movimento esta é a tela que utilizo, se a coisa complica paro o carro consulto a tela do mapa. Funciona comigo.

BORDER=0 Antena Re-Radiante - Adaptando o Etrex para Uso Automotivo

Antena Re-radiante para o Etrex. Antena Re-radiante



BORDER=0 Exemplo de Usos

As figuras a seguir foram obtidas com o uso do programa TrackMaker, versão gratuita.

Indo a Americana (SP).
Precisava ir a Americana, não conheço esta cidade, só sabia que estava havendo uma exposição, encontrei o endereço no Google e para descobrir as coordenadas utilizei o Google Earth, marquei também o acesso onde deveria sair da rodovia Anhangüera. Com a função 'bearing' localizei o endereço sem dificuldade. Observando no mapa a seguir pode-se notar que o caminho percorrido foi razoável. A ida está em verde e o retorno em rosa. Para sair da cidade contei, principalmente, com auxílio das placas.

Trilha da viagem a Amaricana (SP)


Indo de Campinas (SP) a Guaratuba (PR). Nunca tinha guiado ao Paraná, procurei na Rede e vi poucos relatos de uma viagem dessas, vi de pessoas que foram seguiram na direção de São Paulo - Capital pela Rodovia Bandeirantes ou Anhangüera e depois seguiram pela Rodovia Régis Bitencourt, e de outros que foram pelo meio, em direção a Sorocaba, Juquiá e de la acessava a Rodovia Régis Bitencourt.

De GPS na mão fiquei valente e fui pelo meio, ou seja, fui por Salto->Sorocaba->Votorantim->Tapiraí->Juquiá->... Péssima escolha, de Tapiraí até Juquiá é uma estradinha, sem qualquer exagero, muito sinuosa mesmo, uma curva atrás da outra, uns 80~90km de curvas, pior com chuva que foi como peguei a encrenca... e como me odeio muito voltei pelo mesmo caminho.

A figura a seguir mostra o trajeto percorrido. A flexa vermelha indica onde comecei a ir na direção errada, pois estava seguindo as placas e num dado momento a minha intuição de pombo arrulhou e consultei o GPS, e realmente estava indo na direção errada. E, se não me engano, a placa que deveria ter me indicado a direção correta estava depois da curva onde deveria ter virado...

Nesta viagem feita sob muita chuva e em parte à noite, o Legend ajudou muito, quando havia dúvida o que ocorreu uma quatro vezes, parava o carro e consultava o bichinho, rápido e fácil.

Viagem Campinas (SP) a Guaratuba (PR)

Indo de Campinas (SP) a Guaratuba (PR). Pois é, fui novamente para Guaratuba (PR), dessa vez fui via Rodovia Anhangüera->Rodovia Banceirantes->Rodovia Régis Bitencourt, sem dúvida uma alternativa mais rápida e segura para acessar a Rodovia Régis Bitencourt. No dia que fui, 20/12/2008, estavam em construção algumas praças de pedágio na Régis. Na imagem a seguir a comparação do acesso à Rod. Régis Bitencourt por Salto->Sorocaba->Votorantim->Tapiraí->Juquiá->Régis em azul e através da Rodovia Anhangüera->Rodovia Banceirantes->Rodovia Régis Bitencourt em vermelho. Não tive o cuidado de anotar as quilometragens de ambas as viagens, mas mesmo que pelo caminho vermelho haja quilometros a mais é bom lembrar que no caminho azul há um trecho travado com muitas curvas entre Tapiraí e Juquiá, apesar de estas curvaiadas não estarem vísiveis nos registros do receptor GPS nem nos mapas que consultei na Rede.

Alternativa de Campinas a Guaratuba


BORDER=0 Valeu a pena?

Se fosse colocar na ponta do lápis os benefícios do receptor GPS  poderia afirmar que depois de 9 meses o aparelho ainda não se pagou. Já utilizei-o como guia em umas 6 viagens mas certamente teria o mesmo sucesso se me valesse de consultas à Rede, mapas e parar para pedir informações. Confesso que me foi de uma brutal utilidade e que o mesmo deu uma autonomia muito grande quando encarei caminhos e cidades desconhecidas à noite e na chuva, mas simplesmente isso não foi determinante para o sucesso desta ou daquela viagem.

Como brinquedo tecnológico é interessante analisar os caminhos percorridos e tentar melhorar os trajetos percorridos no dia-a-dia, ver o entorno de onde se esteve pelo Google Earth, mas isso serve mais como curiosidade de poucos resultados práticos. Não me arrependi da compra mas sinceramente não é algo que viveria sem... mas se algum dia me arrepender anúncio nos Mercados Livres da vida...

Se tiver alguma dúvida ou sugestão fique à vontade para me escrever!




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